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Por que os 3 filmes de Madagascar ainda são algumas das animações mais divertidas da DreamWorks

Por que os 3 filmes de Madagascar ainda são algumas das animações mais divertidas da DreamWorks

Madagascar virou muito mais do que “o filme dos pinguins”

Quem nunca assistiu Madagascar normalmente conhece pelo menos alguma coisa da franquia. Pode ser o “Eu me remexo muito”, o Rei Julien surtando sem motivo ou os pinguins agindo como militares treinados pela CIA. Só que quando você realmente senta para assistir aos três filmes, percebe rápido que a trilogia funciona muito além dos memes.

A DreamWorks encontrou um equilíbrio muito difícil de acertar em animação: humor exagerado sem transformar tudo em bagunça vazia. Os filmes são rápidos, cheios de piadas visuais e personagens completamente malucos, mas ao mesmo tempo existe amizade de verdade entre Alex, Marty, Gloria e Melman. Eles brigam, se irritam e tomam decisões idiotas o tempo inteiro, só que parecem um grupo real de amigos.

Talvez seja justamente isso que faz a franquia continuar funcionando tão bem hoje. Ela não tenta parecer mais inteligente do que realmente é. Madagascar entende perfeitamente que o público quer se divertir vendo uma zebra hiperativa, um leão dramático e quatro pinguins completamente desequilibrados causando destruição em vários países.

E honestamente? Poucas animações envelheceram tão bem no quesito humor. Tem piada no fundo da cena, reação exagerada, perseguição absurda e caos acontecendo praticamente o tempo inteiro. É aquele tipo de filme que você coloca sem expectativa e acaba assistindo até o final sem perceber.

O primeiro filme acerta porque tudo parece novidade

O primeiro Madagascar, lançado em 2005, começa de um jeito muito simples. Alex é a estrela do zoológico do Central Park, Marty está cansado da mesma rotina todos os dias, Gloria vive tranquila e Melman passa metade do tempo achando que tem alguma doença terminal. A história desanda quando Marty resolve fugir para conhecer o mundo real.

O filme fica divertido justamente porque nenhum deles sabe sobreviver fora do zoológico. Alex não faz ideia de como caçar. Melman entra em pânico por qualquer coisa. E Marty age como alguém que tomou energético demais antes de sair correndo pela cidade. Quando eles finalmente chegam na ilha de Madagascar, tudo piora de forma maravilhosa.

É também no primeiro filme que aparece o Rei Julien, provavelmente um dos personagens mais caóticos que a DreamWorks já criou. O lêmure simplesmente invade o filme com aquela energia de quem fala antes de pensar e transforma qualquer cena em bagunça. A sequência de “I Like to Move It” virou um clássico justamente porque resume perfeitamente o espírito da franquia: ninguém ali parece minimamente normal.

Mesmo sendo o mais simples dos três, o primeiro longa continua extremamente divertido porque ele aposta no básico muito bem feito. Não existe tentativa de criar drama gigantesco ou trama complicada demais. É só um grupo de animais completamente despreparados tentando sobreviver fora da zona de conforto.

Madagascar 2 melhora os personagens sem perder a loucura

Muita sequência de animação cai naquele problema clássico de repetir exatamente o primeiro filme com cenário diferente. Madagascar 2: A Grande Escapada quase faz isso no começo, mas rapidamente encontra um caminho próprio quando leva os personagens para a África.

Alex finalmente conhece outros leões e tenta provar que consegue ser um “leão de verdade”, o que gera algumas das cenas mais engraçadas do filme porque ele claramente continua sendo um animal criado como celebridade de zoológico. Enquanto isso, Marty entra em crise ao perceber que existem várias zebras exatamente iguais a ele. Pela primeira vez, o personagem deixa de ser “o diferente”.

Mas quem realmente cresce no segundo filme é Melman. A paixão dele pela Gloria rende momentos muito melhores do que parece. O personagem continua paranoico, continua exagerando qualquer problema médico, mas agora existe um lado emocional mais forte funcionando no meio do caos. E o mais engraçado é que o filme nunca abandona o humor nonsense por causa disso.

Além disso, os pinguins seguem operando como criminosos internacionais especializados em destruição gratuita. O avião montado por eles parece prestes a explodir em absolutamente todas as cenas. E sinceramente? A velha acertando Alex de novo continua sendo uma das piadas mais inesperadamente engraçadas da trilogia inteira.

Madagascar 3 liga o modo “caos absoluto” e funciona muito

Se os dois primeiros filmes já tinham energia caótica, Madagascar 3: Os Procurados simplesmente aperta o botão do exagero máximo. Dessa vez, Alex e os amigos atravessam a Europa tentando voltar para Nova York enquanto fogem da Capitã Chantel DuBois, uma agente francesa completamente obcecada em capturar animais exóticos.

E honestamente? A mulher parece saída de um desenho criado depois de alguém beber dez cafés seguidos. Ela canta durante perseguições, invade lugares absurdos e surge do nada como se fosse um personagem de filme de ação completamente surtado. O exagero dela combina perfeitamente com o tom da franquia.

O grande acerto do terceiro filme foi trazer o circo para a história. A partir daí, tudo vira um espetáculo gigantesco cheio de cores neon, acrobacias absurdas e cenas que parecem acontecer no volume máximo. Tem zebra atravessando canhão, tigre pulando em aro e perseguição em Mônaco acontecendo quase ao mesmo tempo.

A sequência do espetáculo ao som de “Firework”, da Katy Perry, provavelmente é o momento visual mais bonito da trilogia inteira. Parece um clipe musical misturado com surto coletivo animado. E o mais impressionante é que funciona perfeitamente dentro daquela loucura toda.

Vale a pena assistir Madagascar hoje? Muito mais do que parece

Existe uma razão muito simples para Madagascar ainda ser tão lembrado: os filmes são genuinamente divertidos. Eles não ficam tentando transformar tudo em lição profunda sobre a vida nem exageram no drama emocional. A prioridade sempre foi fazer o público rir, e a franquia faz isso muito bem.

Além disso, os personagens continuam extremamente carismáticos. Alex é dramático em níveis inacreditáveis, Marty age como alguém incapaz de ficar quieto por cinco segundos, Gloria claramente já perdeu a paciência com todos ao redor e Melman transforma qualquer dor muscular em possível tragédia médica.

E claro, existem os pinguins. Talvez o maior roubo de cena da história das animações modernas. Skipper falando como comandante militar, Kowalski tentando parecer gênio, Rico engolindo objetos aleatórios e Recruta sendo estranhamente inocente fazem qualquer cena ficar automaticamente melhor.

No fim, a trilogia continua valendo muito a pena porque entende exatamente o que quer ser: divertida, acelerada, exagerada e completamente sem vergonha do próprio caos. E sinceramente? Às vezes tudo que um filme precisa fazer é isso mesmo.

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